PLANO DE NEGÓCIO:
Pedro Henrique Petry

Pedro H. Petry (phpetry@yahoo.com.br)



Idéia e Oportunidade

O que é idéia e oportunidade para o estudo do empreendedorismo?

Professor esta ñ é a versão final q eu tinha feito!!! Era oq eu tinha salvo aki na univille ok???



Indiferente de uma idéia ser única ou não, ela precisa trazer resultados para a empresa, e isso está completamente ligado à maneira como o empreendedor utiliza esta idéia, até mesmo porque “idéias revolucionárias são raras, produtos únicos não existem e concorrentes com certeza existirão” diz Dolabella, e este é um grave erro de empreendedores novatos que preferem esconder suas idéias por pensarem que as mesmas são extraordinárias, ao invés de trocarem conhecimentos com empreendedores mais experientes, pedir conselhos, fazer testes entre clientes em potencial e até mesmo amigos próximos.
Já “as oportunidades é que geralmente são únicas, pois o empreendedor pode ficar vários anos sem observar e aproveitar uma oportunidade de desenvolver um novo produto, ganhar um novo mercado e estabelecer uma parceria que o diferencie de seus concorrentes” conforme Dolabella. Oportunidades podem ser observadas em todas as partes , seja na identificação de necessidades, observação de deficiências, observação de tendências, derivação da ocupação atual, procura de outras aplicações, exploração de hobbies, lançamento de moda e por fim a imitação do sucesso alheio, todas elas em determinado momento podem gerar uma oportunidade, ou seja, mesmo o que para centenas de pessoas possa significar um desastre, um grande problema, um empreendedor pode transformar isso em uma oportunidade. “Cada um desses formidáveis problemas pode,também, representar grandes oportunidades para os empreendedores capazes de desenvolver medidas positivas para suas soluções” conforme Ronald Degan.


Perfil do Empreendedor

Quais as principais características do Empreendedor?
O termo empreendedor - do francês entrepreneur - significa aquele que assume riscos e começa algo novo.
O empreendedor é a pessoa que inicia e/ou opera um negócio para realizar uma idéia ou projeto pessoal assumindo riscos e responsabilidades e inovando continuamente
Mas o spirito empreendedro está também presente em todas as pessoas que - mesmo sem fundarem um a empresa ou iniciarem seus próprios negócios - estão preocupadas e focalizadas em assumir riscos e inovar continuamente (Chiavenato, 2005).
De acordo com Chiavenato "Os empreendedores são heróis populares do mundo dos negócios. Fornecem empregos, introduzem inovações e incentivam o crescimento econômico. Não são simplesmente provedores de mercadorias ou de serviços, mas fontes de energia que assumem riscos inerentes em uma economia em mudança, transformação e crescimento. Continuamente, milhares de pessoas com esse perfil - desde jovens adolescentes a cidadãos mais idosos e de todas as classes sociais - inauguram novos negócios por conta própria e agregam a liderança dinâmica que conduz ao desenvolvimento econômico e ao progresso das nações.
Schumpeter amplia o conceito dizendo que " o empreendedor é apessoa que destrói a ordem econômica existentes gracas à introducao no mercado de novos produtos/servicos, pela criacao de novas formas de gestão ou pela exploracao de novos recursos, materiais e tecnologias". Para ele, o empreendedor é a essência da inovacao no mundo, tornando obsoletas as antigas maneiras de fazer negócio.
No empreendedorismo há individuos capazes de proseguir com seus ideais, suas convicções, indivíduos que possuem talento e indelevel habilidade para empreender.
Outras características que fazem parte doperfil empreendedor de acordo com Dornelas é de que "São visionários, sabem tomar decisões, são indivíduos que fazem a diferenca, sabem explorar ao máximo as oportunidades, são determinados e dinâmicos, são dedicados, são otimistas e apaixonados pelo que fazem, são independentes e constroem o próprio destino, ficam ricos, são líderes e formadores de equipes, são bem relacionados (networking), são organizados, planejam, planejam, planejam, possuem conhecimento, assumem riscos calculados e criam valos para a sociedade".
Dentre essas características seria equivocado destacar, salientar uma que seria a mais importante, assim como uma que seria menos importante.


Empreendedorismo e Economia

Como é visto o empreendedorismo em outros países?
No mundo há países em que o processo empreendedor está em franca expansão e em outros este processo já está bastante disseminado e incorporado a economia.
Segundo Dornelas "o empreendedorismo tem sido o centro das políticas públicas na maioria dos países. O crescimento do empreendedorismo no mundo na década de 1990 pode ser observado através das acoes desenvolvidas relacionadas ao tema. Um estudo do Global Entrepreneurship Monitor (GEM, 1999) mostra alguns exemplos nesse sentido:

# No final de 1998, o Reino Unido publicou um relatório a respeito do seu futuro competitivo, o qual enfatiza a necessidade de se desenvolver uma série de iniciativas para intensificar o empreendedorismo na região.

# A Alemanha tem implementado um número crescente de programas que destinam recursos financeiros e apoio na criacão de novas empresas. Para se ter uma idéia, na década de 1990, aproximadamente duzentos centros de inovacao foram estabelecidos, provendo espaco e outros recursos para empresas start-ups (iniciantes).

# Em 1995, o decênio do empreendedorismo foi lancado na Finlândia. Coordenado pelo Ministério de Comércio e Indústria, o objetivo era dar suporte às iniciativas de criacão de novas empresas com acões em três grandes áreas: criar uma sociedade empreendedora, promover o empreendedorismo como uma fonte de geracão de emprego e incentivar a criacão de novas empresas.

# Em Israel, como resposta ao desafio de assimilar um número crescente de imigrantes, uma gama de iniciativas tem sido implementada por meio do Programa de Incubadoras Tecnológicas, com o qual mais de quinhentos negócios já se estabeleceram nas 26 incubadoras do projeto. Houve ainda uma avalanche de investimentos de capital de risco nas empresas israelenses, sendo que mais de cem empresas criadas em Israel encontran-se com suas acões da NASDAQ (Bolsa de acões de empresas de tecnologia e Internet, nos Estados Unidos).

# Na Franca, há iniciativas para promover o ensino de empreendedorismo nas universidades, particularmente para engajar os estudantes. Incubadoras com sede nas universidades estão sendo criadas. Uma competicão nacional para novas empresas de tecnologia foi lancada e uma Fundacão de Ensino do empreendedorismo foi estabelecida".

Estes são alguns exemplos de empreendedorismo e como ele é encarado no exterior citados por Dornelas.

Ainda nesta mesma perspectiva Dornelas ainda diz que "em todo o mundo, o interesse pelo empreendedorismo se estende além das acões dos governos nacionais, atraindo também a atencão de muitas organizacões multinacionais. Em 1998, a Organization for Economic Co-operation and Development (OECD) publicou o informe "Fostering the Entrepreneurship: A Thematic Review", com o objetivo explíto de compreender o estágio de desenvolvimento do empreemdedorismo em todos os países da OECD e identificar quais políticas poderiam ser mais prósperas para intensificar o desenvolvimento do empreendedorismo naqueles países".

Outras formas de como se é visto o empreendedorismo lá fora seria o exemplo de alguns países que tem propostas para simplificar os empreendimentos facilitando o acesso ao crédito e buscando fazer com que as pessoas desenvolvam o espírito empreendedor e assim lhes dar melhor competitividade.

Pesquisa GEM, o que Apresenta?
A pesquisa apresenta que no Brasil o fato de um empreendimento fracassar da primeira vez não impede que o empreendedor brasileiro tente novamente a abertura de um nov negócio. Em se tratando de empreendimentos iniciais, nesse ranking de países com maior número de emprendedores o Brasil ocupa a décima colocacão com 11,65% da populacão adulta com idade entre 18 e 64 anos, no ano anterior o país ocupou a sétima colocacão queda que se deve a um número maior de participantes que o GEM ingressou, atrás apenas de Peru (40,15%), Colômbia (22,48%), Filipinas (20,44%), Jamaica (20,32%), Indonésia (19,28%), China (16,19%), Tailândia (15,20%), Uruguai (12,56%) e Austrália (11,96%).
Já na outra categoria pesquisada pelo GEM, que é a de empresas estabelecidas a mais 42 meses, ou seja, 3 anos e meio, o Brasil ocupa a quinta colocacão, mantendo a mesma posicão de 2005, com 12,9% de empresas estabelecidas de forma consolidada no País número que chega em 2006 à 14,2 milhões empreendimentos consolidados.
Com isso o GEM ainda conclui que o Brasil é um país com excelente chances de crescimento no ranking, podendo até mesmo chegar a lideranca em alguns anos, "o país caminha para isso" esta afirmação é do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto .

Como é visto o empreendedorismo na economia Nacional?
Segundo Dornelas "O movimento do empreendedorismo no Brasil começou a tomar forma na década de 1990, quando entidades como o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e Softex (Sociedade Brasileira para exportação de Software) foram criadas. Antes disso, praticamente não se falava em empreendedorismo e em criação de pequenas empresas. Os ambientes político e econômico do país não eram propícios, e o empreendedor praticamente não encontrava informações para auxiliá-lo na jornada empreendedora."

"Foi com os programas criados no âmbito da softex em todo o país, junto a incubadoras de empresas e a universidade/cursos de ciências da computacão/informática, que o tema empreendedorismo comecou a despertar na sociedade brasileira. Até então, palavras como plano de negócios (business plan) eram praticamente desconhecidos e até ridicularizados pelos pequeno empresários".

Dolabela questiona o seguinte "existe relacão entre o empreendedorismo e o desenvolvimento econômico local? Até o fim dos anos 1970, o Estado e as grandes empresas eram considerados os únicos suportes econômicos releventes para a sociedade. Nos anos 1980, alguns fatores - o endividamento crescente dos governos, o aumento da concorrência dos mercados e sua mundializacão, a utilizacão intensiva de tecnologia nos processos produtivos - transformaram este panorama, delineando uma nova organizacão econômica. As grandes empresas passaram a produzir mais com menos empregados; os governos buscaram diminuir os seus défcites através de cortes e redimensionamento de seus quadros de pessoal. A partir daí, as únicas criadoras de empregos passaram a ser as PME, pequenas e médias empresas que não mais se restringiram ao mercado local ou regional, mas comecaram a concorrer no mercado internacional. Uma das características das PME é a sua dependência da comunidade local, que poderá ou não estar dotada de fatores importantes de aceleracão do desenvolvimento, como ambiente favorável ao empreendedorismo, a vontade comunitária de emplementacão de uma rede de negócios, instituicões de apoio, facilidades para obtencão de financiamentos etc."

Cada vez mais o empreendedorismo é levado a sério no país, explicitamente pela sua incluência econômica e consequentemente o desenvolvimento da nacão, para assim levá-lo a níveis maiores de respeito internacional.


Plano de Negócios

O que é Planejamento Estratégico do Negócio?
O planejamento estratégico do negócio pode ser dividido em etapas, são elas:

-Declaração de visão e missão do negócio

-Análise do ambiente externo (oportunidades e ameaças)

-Análise do ambiente interno (forças e fraquezas)

-Formulação de metas e objetivos

-Formulação de estratégia

-Implementação

-Feedback e controle

"A partir da visão e missão da empresa pode-se estabelecer ações que serão implementadas, analisadas e acompanhadas visando atingir os objetivos e metas estipulados. Para isso, elabora-se uma estratégia corporativa. O plano de negócios de uma empresa deve comtemplar de forma objetiva essa formulação estratégica da empresa." Kotler, 1999.

Com seu início dado a partir de definições básicas, tais como missão e visão, o empreendedor poderá melhor praparar-se com o seu plano de negócio para adentrar no mercado, após definidos suas estratégias e análises.

O que é descrição da empresa?
Parte do plano de negócio que irá apresentar a empresa,mostrar suas características, a clientes, fornecedores e até mesmo a potenciais investidores. Deve-se apresentar a "razão social/nome fantasia, qual seu porte e como está enquadrada na legislacão: micro, pequena ou média empresa, sociedade civil limitada, sociedade anônima etc" segundo Dornelas.
De acordo com Chiavenato "uma empresa é o conjunto de pessoas que trabalham juntas no sentido de alcancar objetivos por meio da gestão de recursos humanos, materiais e financeiros. Geralmente, as empresas são compostas de várias pessoas, embora existam empresas individuais, formadas por um só indivíduo. As pessoas juntam-se para atingir objetivos que isoladamente jamais conseguiriam alcancar gracas à colaboracão"
"O aspecto mais importante da descricão do negócio é mostrar que a empresa possui pessoas qualificadas e comprovadamente experientes nos níveis de comando. A equipe de gestão é o principal foco dos investidores quando analisam um plano de negócios. Só depois eles avaliam a oportunidade de mercado, a idéia inovadora e as perspectivas de altos lucros. Assim, em muitos planos de negócios, a descricão das pessoas que decidirão os rumos da empresa assume papel essencial, sendo até destacado no plano, como no caso da estrutura de plano de negócios para empresas ponto.com, em que a equipe de gestão é apresentada em uma secão especifíca. Outros aspectos, como estrutura legal, localizacão, manutencão de registros, seguranca e seguro, também devem ser citados na descricão do negócio, se for o caso" conforme Dornelas.

Profissionais qualificados para integrar o quadro de gerência da organizacão conta de forma considerável para a aprovacão do plano de negócios a ser avaliado, julgado pelos investidores interessados no negócio.

O que deve ser apresentado no PN sobre Produto e Serviços?
Sobre a ótica de Chiavenato "o produto fabricado ou o servico prestado constitui o resultado final de todas as operacões da empresa. A empresa - como uma totalidade - trabalha para produzir um determinado produto ou prestar um determinado servico. O produto/servico representa aquilo que a empresa sabe fazer e produzir."
E complementa "cada produto/servico apresenta determinados componentes que são os aspectos que determinam suas características físicas. Os principais componentes tangíveis são: marca, logotipo, embalagem, qualidade e preco."
"Todos esses componentes são importantes, sobretudo, quando visualizadosou percebidos pelo cliente. Em outras palavras, é aquilo que o cliente distingue e percebe à sua maneira que deve constituir os componentes do produto/servico."

O que é análise de mercado?
"Uma vez declarada a missão da empresa, seus executivos devem conhecer as partes do ambiente que precisam monitorar para atingir suas metas.
Em geral a empresa precisa monitorar as forças macroambientais (demográficas, econômicas, tecnológicas, políticas, legais, sociais e culturais) e os fatores microambientais importantes (consumidores, concorrentes, canais de distribuição, fornecedores) que afetam sua habilidade de obter lucro. A empresa deve estar preparada para rastrear tendências e desenvolvimentos importantes. Para cada tendência ou desenvolvimento, a administração precisa identificar as oportunidades e ameaças associadas."

"Uma coisa é discernir as oportunidades atraentes do ambiente; outra é possuir as competências necessárias para aproveitar bem essas oportunidades. Assim, é necessária a avaliação periódica das forças e fraquezas de cada negócio. "

"Claramente, não é necessário corrigir todas as fraquezas do negócio nem destacar suas forças. A grande questão é se o negócio deve ficar limitado a essas oportunidades em que possui as forças exigidas ou se deve adquirir forças para explorar outras oportunidades melhores. Deve-se atentar para o seguinte ponto: muitas vezes um negócio vai mal não porque faltam a seus departamentos as forças necessárias, mas porque não trabalham em equipe. Portanto, é muito importante avaliar os relacionamentos interdepartamentais como parte da auditoria ambiental interna. Deve-se ter em mente também que os pontos fortes só podem ser considerados fortes se suas capacidades e recursos estiverem alinhadas aos Fatores Críticos de Sucesso (FCS) da empresa. Os FCS são as habilidades e os recursos que a empresa precisa necessariamente ter para vencer. Os FCS devem incluir a mais nova tecnologia, o serviço mais simpático, o marketing mais brilhante ou a localização." (Kotler,1999)

Através da análise de mercado o empreendedor, e até mesmo os administradores que já tem seu negócio desenvolvido, conseguem perceber a realidade que o mercado está passando e a empresa propriamente dita e assim determinar qual os melhores caminhos e formas para não fracassar.

O que é plano de Marketing
"A estratégia pode ser definida como a ciência de planejar e dirigir operações em grande escala, especificamente no sentido de manobrar as forças para as mais vantajosas posições antes de agir. Em Marketing, a estratégia também é muito importante, pois uma Estratégia de Marketing errada pode destruir uma empresa/produto antes mesmo de ser implementada, independente da qualidade do produto/serviço da empresa ser de alta qualidade ou não. Quando se falar em Estratégia de Marketing, deve-se ter em mente os chamados 4Ps do Marketing: Produto (posicionamento), Preço, Praça (Canais de Distribuição) e Propaganda e Promoção. A estratégia de vendas está relacionada diretamente com a Estratégia de Marketing da empresa e procura estabelecer a maneira como irá vender o produto/serviço com a finalidade de converter em ações as estratégias estabelecidas." (Dornelas,2001)

Para esta estratégia ser bem preparada e suas chances de sucesso serem de maior garantia, há a necessidade de que se estude a fundo o Composto Mercadolágico (marketing mix) ou como são mais conhecidos 4 P's do marketing. Com base neste estudo o empreendedor poderá analisar melhor seu empreendimento, desde se ele é viável ou inviável, para que assim suas chances de fracasso não ultrapassem as suas chances de sucesso.

O que é plano Financeiro?
Segundo Chiavenato 2005, nenhuma empresa conseguirá operar ou fazer quaquer outra atividade se não disponibilizar de capital.

"Para funcionar, as empresas precisam de dinheiro. O simples fato de uma empresa precisar de um imóvel para s e instalat, máquinas e equipamentos para produzir, pessoas para trabalhar, matérias-primas para processar, revela, na verdade, a necessidade de recursos financeiros que permitam alugar ou comprar o imóvel, adquirir as máquinas e equipamentos, pagar os sálarios do pessoal, comprar as matérias-primas, recolher os impostos etc. Nenhuma empresa pode ser aberta sem um mínimo de capiptal inicial nem pode funcionar sem algum capital de giro."

Conforme Chiavenato 2005, há empreendedores que começam a perder capital mas não conseguem explicar o porquê disso, para tanto, cita que a partir deste momento, mas preferencialmente antes, é hora de buscar especilização na área financeira ou profissionais que tenham conhecimento do assunto.

"A maioria dos pequenos e médios empresários costuma administrar custos e finaças de maneira intuiitiva, por não terem formação nessas áreas. Até um determinado momento, essa intuição permite obter um bom desempenho. MAs, quando a empresa ncomeça a crescer, é necessário buscar novos conhecimentos e contratar profissionais especializados para fazer a administração financeira. É a hora em que o empresário necessita de maior informação para avaliar os resultados e o desempenho da empresa, pois começa a perder dinheiro sem saber exatamente por quais razões."

"Planejamento financeiro aborda a programação do orçamento, a racionalização dos gastos e a otimização de seus investimentos. Também pode-se dizer que é o planejamento do fluxo de caixa, gastar quando e como tiver recursos, de imediato ou em creditos futuros, a maximização é o envolvimento de todos os responsaveis de forma que os recursos humanos, para que o bom planejamento, seja eficaz, eficiente e dê resultados positivos."


Problemas da Ferramenta PN

Quais são os possíveis problemas de um plano de negócio?
Neste artigo o autor destaca a importância de um plano de negócios ser bem estruturado, coeso e detalhado. Errar em um plano de negócio ás vezes pode significar a continuidade da existência ou não da empresa,principalmente em se tratando de empresas nascentes, pois não se dispõe de muito tempo para recuperação dos recursos perdidos.


"Além disso, o PN também tem sido um dos recursos didáticos mais utilizados nos cursos de
empreendedorismo no ensino superior brasileiro. Em função de sua importância crescente, observa-se
uma proliferação de literatura específica que busca explicar “como escrever um plano de negócio”.
Mas a ampla disponibilidade de informações sobre como desenvolver um PN no país não tem produzido
PNs de qualidade na opinião dos avaliadores, sejam eles da iniciativa privada ou governamental.
Para Nicolai (2002:12) “infelizmente, quando o objetivo do desenvolvimento do PN é buscar recursos
de investidores, freqüentemente a audiência do plano – o investidor, é esquecida. Há duas razões para
que isto ocorra. Primeiro, o processo de desenvolvimento do plano de negócio naturalmente foca no
negócio e em suas necessidades. Segundo, o empreendedor não tem acesso ao investidor quando está
escrevendo o plano. Geralmente, a opinião do investidor só chega depois do plano estiver pronto”.

"é importante destacar que um plano de negócios de qualidade é apenas a primeira
etapa do processo de captação de recursos de investidores. Nesheim (2000, p.69) explica
que “como um currículo para uma entrevista de emprego, o plano de negócio é um material
obrigatório no processo de busca de investidores”. Mas assim como apenas o currículo não
garante o emprego, o plano de negócios sozinho também não garante o investimento, mas
pode inviabilizá-lo se não comunicar a qualidade almejada pelo investidor."

"A questão da minimização das chances de erro está relacionada com o processo de
aprendizagem do ambiente do negócio, fundamental para empreendedores com apenas a
formação técnica, algo comum nas EBTs brasileiras. Baird (1995, p.100) explica que
“escrever um plano de negócios força a consideração de todos os aspectos envolvidos no
negócio”. Para Thurston (1983, p.168), “somente quando se começa a escrever, percebe-se
a necessidade de entender melhor o negócio”. E para Timmons (1980, p.28), “a preparação
do plano de negócios é uma oportunidade única de pensar em todas os aspectos do novo
negócio”.

"Na opinião dos avaliadores de planos de negócios, as falhas principais ocorrem na definição
da estratégia do negócio. É um tipo de erro capital, pois afeta todo o restante do plano. Neste
caso, com alguma freqüência, o documento deixa de ser um plano para transformar-se em algo
meramente descritivo, quando muito. É importante destacar, que, de certa forma, isto não
determina a finalização do processo de análise por parte do investidor. Caso o investidor
julgue o negócio interessante, ele solicitará informações adicionais, uma reunião, ou ainda que
o plano seja refeito. Mas esta atitude também pode contribuir negativamente na percepção do
negócio por parte do investidor."